(1) Koolhaas, Rem, and Bruce Mau. S, M, L, XL. Koln, Germany: Taschen, 1997 (1995).

(2) Mau, Bruce. “Incomplete Manifesto for Growth.” 1998. http://www.brucemaudesign.com/....

“3. Process is more important than outcome.
When the outcome drives the process we will only ever go to where we’ve already been. If process drives outcome we may not know where we’re going, but we will know we want to be there.”

(3) Tafuri, Manfredo. Projecto e Utopia. Lisboa (Roma): Editorial Presença, 1985 (1973).

(4) Montaner, Josep Maria, and Zaida Muxí. Arquitectura y Política - Ensayos para mundos alternativos. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2011.

(5) Alves Costa, Alexandre. Introdução Ao Estudo Da História Da Arquitectura Portuguesa – Outros Textos Sobre Arquitectura Portuguesa. Porto: FAUP Publicações, 2007 (1995).

(6) AAVV. Arquitectura Popular Em Portugal. Vol. I e II. 4ª Ed. Lisboa: Centro Editor Livreiro da Ordem dos Arquitectos, 2004 (1961).




Cinco livros de arquitectura e tanto mais

Há quem diga que a maior diferença entre médicos e arquitectos é que os primeiros enterram os seus erros enquanto que os segundos lhes dão vida. Mas esse é apenas o momento limite em que o erro é irreparável e não será a única diferença entre a profissão que lida com o corpo e a que projecta o espaço em que o corpo vive e se movimenta. Para este escrito sobre livros de arquitectura interessa-nos começar por pensar sobre a forma diferenciada como olhamos e opinamos sobre a medicina e a arquitectura.
Quando nos sentimos mal e para que não nos sintamos mal, procuramos um médico. Na esmagadora maioria dos casos, e ainda que tenha a ver com o nosso corpo, aceitamos a sua opinião sem contestação. A medicina trata do que não vemos, do que temos dificuldade em materializar, do que sentimos que está além da compreensão de quem não estudou medicina.
Um espaço também nos pode provocar doenças, mas é com o médico que normalmente tentamos perceber o que se passa.
Com a arquitectura passa-se o oposto. Na maior parte das vezes, quando temos um problema de arquitectura, tentamos evitar chamar um arquitecto. Todos temos uma opinião ou uma ideia sobre como se poderia melhorar o que está à nossa volta. É algo que podemos, mal ou bem, visualizar e que está dentro da nossa esfera de compreensão e interesse. A capacidade e vontade de todos exerceremos a crítica do espaço que nos circunda, bem como de pensar em alterá-lo, deve ser tida como uma condição inerente à disciplina. Há quem o resuma declarando: a grande arquitectura implica um grande cliente. Mas a relação nem sempre é pacífica.

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