Concurso para as iluminações de Natal da Praça do Rossio
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Este “não-futuro que a gente vive” - Al Berto (1989) em entrevista à Ler – é avassalador.
Nos dias que correm não há discurso sobre o Natal que não inclua a situação financeira, individual e/ou nacional. As entidades promotoras deste concurso não o ignoram quando constroem as bases para este concurso. Os criadores não o ignoram quando procuram fazer mais que em anos transactos, por muito menos.
No actual contexto social e económico, pensar a iluminação de Natal de uma das principais praças de Lisboa ignorando a realidade do país e as principais preocupações da esmagadora maioria dos cidadãos, é auto-desvalorizar o papel social de arquitectos e designers e, sobretudo, abdicar da sua importância na construção de soluções.
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